17.12.06
30.11.06
animal collective - hollinndagain (paw tracks - paw 012 cd 2006)
animal collective - hollinndagain (2006)
paw tracks (paw 012 cd)
reedição em formato cd do disco ao vivo editado originalmente em lp em 2001, contém algumas das gravações mais antigas do colectivo animal, à data constituído apenas por avey tare, panda bear e geologist.
disponível para audição (rapidshare), mas é obrigatório adquirir o original:
http://rapidshare.com/files/4508904/_flying-red-oak.blogspot.com__animal_collective_-_hollinndagain__2006_cd_.zip
password: flying-red-oak.blogspot.com
paw tracks (paw 012 cd)
reedição em formato cd do disco ao vivo editado originalmente em lp em 2001, contém algumas das gravações mais antigas do colectivo animal, à data constituído apenas por avey tare, panda bear e geologist.
disponível para audição (rapidshare), mas é obrigatório adquirir o original:
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23.11.06
six organs of admittance - galeria zé dos bois, lisboa 17 nov 2006 23h30
a aposta estava ganha à partida. casa cheia na zdb, um nome sonante da vanguarda musical com a carreira em ponto rebuçado, e, ainda por cima, alguém com uma genuína relação emocional com portugal/lisboa. a aposta estava ganha à partida, mas ben chasny, ou six organs of admittance (nome pelo qual responde quando se apresenta em palco ou edita discos) não optou pela via do menor esforço nem foi em cantigas. literalmente. apresentou um alinhamento denso, com ênfase repartido em temas dos primeiros discos (mais obscuros) e dos últimos (hmmm… um bocadinho menos obscuros…). quem estava à espera de ouvir êxitos festivaleiros saiu de lá com as expectativas goradas.
do último disco, o belíssimo “the sun awakens” editado este ano, tocou quanto muito um par de temas. mas também não se estava à espera que viesse cá para o promover. aliás, aquele é apenas mais um capítulo do livro das suas visões pessoais, visões essas que exterioriza em forma de filigranas sonoras.
com uma presença recatada e distante em palco que pode ser confundida com alheamento ou até pose arrogante (quando no fundo se trata de uma timidez atroz que nem os whiskies que emborcava ajudavam a desvanecer) os seus concertos são celebrações, onde, contudo, ele prefere ocupar o lugar de sacristão em vez do de sacerdote. mesmo assim, esteve bem mais liberto do que em outras aparições em território luso (quer nas primeiras partes de current 93 ou joanna newsom, quer em nome próprio), sendo, por vezes, quase perceptível a troca de palavras com o público no intervalo dos temas! numa dessas raras ocasiões de eloquência, ben chasny confessou que já há ano e meio que não tocava viola acústica, e de repente, veio à ideia um qualquer ditado popular que envolve andar de bicicleta.
do último disco, o belíssimo “the sun awakens” editado este ano, tocou quanto muito um par de temas. mas também não se estava à espera que viesse cá para o promover. aliás, aquele é apenas mais um capítulo do livro das suas visões pessoais, visões essas que exterioriza em forma de filigranas sonoras.
com uma presença recatada e distante em palco que pode ser confundida com alheamento ou até pose arrogante (quando no fundo se trata de uma timidez atroz que nem os whiskies que emborcava ajudavam a desvanecer) os seus concertos são celebrações, onde, contudo, ele prefere ocupar o lugar de sacristão em vez do de sacerdote. mesmo assim, esteve bem mais liberto do que em outras aparições em território luso (quer nas primeiras partes de current 93 ou joanna newsom, quer em nome próprio), sendo, por vezes, quase perceptível a troca de palavras com o público no intervalo dos temas! numa dessas raras ocasiões de eloquência, ben chasny confessou que já há ano e meio que não tocava viola acústica, e de repente, veio à ideia um qualquer ditado popular que envolve andar de bicicleta.
16.11.06
hrsta + carla bozulich - galeria zé dos bois, lisboa 9 nov 2006 23h30
as havaianas calçadas faziam antever uma quente noite de novembro na zé dos bois devido às projecções sonoras oriundas da américa do norte. da constelação canadiana chegaram uns hrsta com um intrigante enredo sónico e cristalino, alternando a pureza da guitarra acústica e da poesia com experiências maquinais manipuladas por humanos pós-desenvolvidos que nos conduziam por um bosque iluminado pela tremeluzente lua quase cheia. foram percorridos trilhos que deambularam quer por "l'éclat du ciel était insoutenable", quer por "stem stem in electro" e outras sinfonias mais. apesar da distância à próxima paragem ainda se ouviram batidas no soalho gasto da sala meia cheia de "swallow's tail" que nos acompanhou até à chegada de carla bozulich.
(flying red oak)
depois de alguns anos confinada à cena experimental de los angeles, como figura de proa em bandas tão desconhecidas fora de portas como os ethel meatplough ou os geraldine fibbers, carla bozulich mandou as bandas às urtigas e lançou-se em nome próprio. a primeira aparição da menina carla em lisboa deve-se à promoção do seu mais recente trabalho “evangelista” (primeiro trabalho de um artista não-canadiano a ser editado pela constellation records) e para tal fez-se acompanhar ao vivo por uma baixista e 2/3 dos hrsta em alguns dos temas.
e se nos hrsta a poesia se manifesta numa roupagem atmosférica, a poesia continuou mas na sua forma mais visceral. algures entre uma diamanda galàs e uma pj harvey circa “rid of me”, isto é, mulher-com-ar-torturado-tocadora-de-guitarra-eléctrica-com-vestido-à-baile-de-finalistas-alternativo-a-cantar-com-voz-cavernosa-e-laivos-gospel, a menina carla provou que a palavra “intimista” não pode ser utilizada por dá cá aquela palha em qualquer espectáculo só porque envolve um candelabro em cima do amplificador ou porque o artista actua de olhos fechados ou porque troca meia dúzia de palavras amigáveis com o público. não, não é nada disso, intimista é uma total entrega, um pôr-se a nu perante o público e um transmitir real das emoções. quando a menina carla vociferou interminavelmente “LOVE” num dos mais sentidos temas da sua actuação, ninguém teve dúvidas que tal nível de intensidade era genuíno. ou quando abandonou o palco para deambular no meio da assistência enquanto cantava e ia fixando olhos-nos-olhos diversos elementos do público, os sentimentos de partilha e reciprocidade eram óbvios. ou ainda quando alternava entre cantar e narrar os temas, dando ênfase a que no fundo no fundo as suas canções são histórias que vêm do seu âmago. ou quando alguns afortunados saíram da zdb com a certeza que presenciaram um momento ímpar.
(araponga!)
(flying red oak)
depois de alguns anos confinada à cena experimental de los angeles, como figura de proa em bandas tão desconhecidas fora de portas como os ethel meatplough ou os geraldine fibbers, carla bozulich mandou as bandas às urtigas e lançou-se em nome próprio. a primeira aparição da menina carla em lisboa deve-se à promoção do seu mais recente trabalho “evangelista” (primeiro trabalho de um artista não-canadiano a ser editado pela constellation records) e para tal fez-se acompanhar ao vivo por uma baixista e 2/3 dos hrsta em alguns dos temas.
e se nos hrsta a poesia se manifesta numa roupagem atmosférica, a poesia continuou mas na sua forma mais visceral. algures entre uma diamanda galàs e uma pj harvey circa “rid of me”, isto é, mulher-com-ar-torturado-tocadora-de-guitarra-eléctrica-com-vestido-à-baile-de-finalistas-alternativo-a-cantar-com-voz-cavernosa-e-laivos-gospel, a menina carla provou que a palavra “intimista” não pode ser utilizada por dá cá aquela palha em qualquer espectáculo só porque envolve um candelabro em cima do amplificador ou porque o artista actua de olhos fechados ou porque troca meia dúzia de palavras amigáveis com o público. não, não é nada disso, intimista é uma total entrega, um pôr-se a nu perante o público e um transmitir real das emoções. quando a menina carla vociferou interminavelmente “LOVE” num dos mais sentidos temas da sua actuação, ninguém teve dúvidas que tal nível de intensidade era genuíno. ou quando abandonou o palco para deambular no meio da assistência enquanto cantava e ia fixando olhos-nos-olhos diversos elementos do público, os sentimentos de partilha e reciprocidade eram óbvios. ou ainda quando alternava entre cantar e narrar os temas, dando ênfase a que no fundo no fundo as suas canções são histórias que vêm do seu âmago. ou quando alguns afortunados saíram da zdb com a certeza que presenciaram um momento ímpar.
(araponga!)
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