a aposta estava ganha à partida. casa cheia na zdb, um nome sonante da vanguarda musical com a carreira em ponto rebuçado, e, ainda por cima, alguém com uma genuína relação emocional com portugal/lisboa. a aposta estava ganha à partida, mas ben chasny, ou six organs of admittance (nome pelo qual responde quando se apresenta em palco ou edita discos) não optou pela via do menor esforço nem foi em cantigas. literalmente. apresentou um alinhamento denso, com ênfase repartido em temas dos primeiros discos (mais obscuros) e dos últimos (hmmm… um bocadinho menos obscuros…). quem estava à espera de ouvir êxitos festivaleiros saiu de lá com as expectativas goradas.
do último disco, o belíssimo “the sun awakens” editado este ano, tocou quanto muito um par de temas. mas também não se estava à espera que viesse cá para o promover. aliás, aquele é apenas mais um capítulo do livro das suas visões pessoais, visões essas que exterioriza em forma de filigranas sonoras.
com uma presença recatada e distante em palco que pode ser confundida com alheamento ou até pose arrogante (quando no fundo se trata de uma timidez atroz que nem os whiskies que emborcava ajudavam a desvanecer) os seus concertos são celebrações, onde, contudo, ele prefere ocupar o lugar de sacristão em vez do de sacerdote. mesmo assim, esteve bem mais liberto do que em outras aparições em território luso (quer nas primeiras partes de current 93 ou joanna newsom, quer em nome próprio), sendo, por vezes, quase perceptível a troca de palavras com o público no intervalo dos temas! numa dessas raras ocasiões de eloquência, ben chasny confessou que já há ano e meio que não tocava viola acústica, e de repente, veio à ideia um qualquer ditado popular que envolve andar de bicicleta.
do último disco, o belíssimo “the sun awakens” editado este ano, tocou quanto muito um par de temas. mas também não se estava à espera que viesse cá para o promover. aliás, aquele é apenas mais um capítulo do livro das suas visões pessoais, visões essas que exterioriza em forma de filigranas sonoras.
com uma presença recatada e distante em palco que pode ser confundida com alheamento ou até pose arrogante (quando no fundo se trata de uma timidez atroz que nem os whiskies que emborcava ajudavam a desvanecer) os seus concertos são celebrações, onde, contudo, ele prefere ocupar o lugar de sacristão em vez do de sacerdote. mesmo assim, esteve bem mais liberto do que em outras aparições em território luso (quer nas primeiras partes de current 93 ou joanna newsom, quer em nome próprio), sendo, por vezes, quase perceptível a troca de palavras com o público no intervalo dos temas! numa dessas raras ocasiões de eloquência, ben chasny confessou que já há ano e meio que não tocava viola acústica, e de repente, veio à ideia um qualquer ditado popular que envolve andar de bicicleta.

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